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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O enigmático Sansão

O Sansão do Enigma e o enigma de Sansão
Apesar de Sansão ser alistado no rol dos Heróis da Fé (Hb 11.37), está longe de ser um paradigma da fé neotestamentária. O jovem Sansão, no hebraico, “pequeno sol”, perfila no livro de Juízes como um personagem enigmático. Não somente pelo fato de gostar de propor enigmas, mas antes porque só tarde resolveu o mistério de sua própria vida.
O voto de nazireu (heb. “abster-se”), obrigava o israelita a consagrar-se a Deus por um período ou por tempo vitalício, como foi o deste (Nm 6). No pacto, a pessoa era proibida de beber vinho (Nm 6.3,4), cortar o cabelo (Nm 6.5), ou de aproximar-se de um cadáver (Nm 6.6,7). A dedicação e consagração a Deus era solene. A partir de então, o sujeito era “nazireu de Deus” (Jz 13.5c).
 A mitologia grega classifica e atribui doze trabalhos a Hércules. Porém, deixando o lendário para o histórico e o ficto para o real, a Bíblia não descreve doze, mas sete maravilhas feitas por Sansão: o estrangulamento manual de um leão (Jz 14.6); a morte de trinta homens em Asquelom (v.9); a destruição da seara dos filisteus com ajuda de trezentas raposas (Jz 15.4,5); a matança de mil homens com a queixada de um jumento (Jz 15.15); o genocídio e vingança de Sansão (vv.7,8); a destruição dos portões de bronze de Gaza (Jz 16.2); e a destruição do templo de Dagom, principal divindade dos Filisteus.
Sansão é símbolo de força e coragem; juventude e disposição. Todavia, tais qualidades contrastam com a falta de temperança, domínio próprio e obediência desse personagem. O que faltava de sobriedade sobrava em virilidade. Uma juventude plena de energia desperdiçada nas avenidas, tabernas e ruelas escuras das cidades dos gentios. O raro era a paciência e o vulgar a condescendência aos desejos latentes. A virtude e o vício impunham-se como tiranos, aguardando apenas uma decisão.
Sansão é uma figura exacerbada em contrastes: destruiu um leão que rugia à sua frente, mas não conseguira vencer o ego que urrava dentro de si; extinguiu a vinha dos adversários, no entanto, não fora capaz de viver longe dos vícios das cidades; propôs enigmas para outros, mas, de fato, jamais resolvera os mistérios de sua própria vida e juventude; carregou nos ombros os fortes ferrolhos de Gaza, mas fora arrastado pelos seus costumes condenáveis; matara tantos com a queixada de um animal impuro, contudo, deixou-se vencer pelas impurezas que deveria subjugar; embora forte o suficiente para matar trinta homens, não fora corajoso o bastante para dominar sequer três vícios que silenciosamente o desafiavam no coliseu íntimo da consciência e do desejo; o apetecia olhar as linda mulheres dos inimigos e, por esta razão, seus olhos foram vazados, arrancados como protesto.
Sansão... o mais forte guerreiro nas batalhas e o jovem mais admirado nas praças. Era temido pelos inimigos, cobiçado pelas donzelas de Israel, paparicado pelos pais, mas jamais compreendera sua missão. Um bonifrate levado ao talante das circunstâncias!
Dominava tantos inimigos, mas não conseguia dominar e conquistar a si mesmo. Cedeu aos vícios dos inimigos até ser cativo deles. Rodeou a vida impudica de Gaza até girar um moinho no cárcere da cidade. Brincava de se deixar amarrar por Dalila e, por fim, ficara amarrado nas colunas de Dagom. Gostava tanto de seus lindos cabelos trançados que ficou calvo. Era um jovem alegre, brincalhão, mas acabou divertindo os inimigos com pilhérias e momices – ele próprio.
Todavia, em certo momento, por um ato soberano e gracioso de Javé, coloca a mão sobre a cabeça e, com o crescimento paulatino do cabelo, percebe que a aliança de Javé permanecia firme. Seu cabelo crescera... o voto fora renovado... sua oração ouvida...e o resto virou história e seu retrato posto na galeria dos Heróis da Fé!

Fonte: Pr. Esdras Costa Bentho

O céu existe verdadeiramente?

O que a Bíblia diz a respeito do céu?

Os homens preocupam-se tanto com os problemas, circunstâncias e prazeres da vida diária que não sobra tempo para pensarem aonde viverão após a morte. Muitos vivem setenta anos, alguns chegam até cem, sem interessar-se com a mais intrigante e importante questão da vida: Onde passarei a eternidade? Temos do nascimento até a morte para respondermos a essa pergunta, mas, infelizmente, a vida de alguns é ceifada tão repentinamente que não é possível respondê-la.
Nesta ensaio, estudaremos a respeito de um maravilhoso e lindo lugar preparado por Jesus para aqueles que dormem tendo-o como único e suficiente Salvador: o Céu.

I. Descobrindo a Verdade

1. Opiniões erradas a respeito do Céu.
O homem de nosso tempo defronta-se com muitas opiniões modernas a respeito do Céu. Uns afirmam que o céu é uma ilusão criada pela religião para atenuar o medo que as pessoas têm da morte. Alguns desses são os mesmos que dizem que a “religião é o ópio do povo”. Outros dizem que o céu é apenas o espaço infinito onde os astros se movem. Estes são os mesmos que acreditam apenas na razão, matéria e ciência. Um escritor renomado disse certa vez que o céu “é uma biblioteca infinita e o inferno é a ausência total de livros”. Muitos desses são os que inventam qualquer desculpa e palavreado de efeito para esconderem a descrença particular no Céu bíblico. Todavia, não são os filósofos, poetas e cientistas que têm a última palavra nesse assunto. Eles nunca estiveram no Céu e nem de lá desceram para afirmarem ou negarem a realidade do Céu. Portanto, como poderemos saber se o Céu existe verdadeiramente?

2. Os ensinos da Bíblia acerca do Céu.
Como você já sabe, a Bíblia Sagrada revela a vontade de Deus para os homens. Ela também descreve o Céu como um lugar real. Vejamos o ensino bíblico a respeito do Céu e o testemunho de pessoas que confirmam a existência desse maravilhoso lugar.

a) Jesus Cristo. Cristo é o único que tem autoridade para afirmar se o Céu existe ou não. Ele afirmou que “ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu” (João 3.13). Noutro texto disse: “eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 6.38). Ainda no mesmo capítulo Jesus afirmou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre” (6.51). Sabemos que o Céu existe porque Jesus o disse. Jesus é Deus, logo devemos crer no que Ele ensinou acerca do Céu. Para o Senhor Jesus o Céu é um lugar real. Portanto o Céu, de acordo com o ensino de Jesus, é o lar eterno e definitivo daqueles que o amam e o servem.

b) Paulo de Tarso. Paulo de Tarso era um judeu inimigo dos cristãos que se converteu alguns anos após a ressurreição de Jesus. Ele tornou-se apóstolo, escritor e pregador do evangelho. Numa das suas cartas, enviada para os crentes da cidade de Corinto, ele descreveu alguns de seus sofrimentos por amor a Jesus (2 Coríntios 11. 23-33). Em certos momentos, Paulo chegou bem próximo da morte (Atos 14.19). Todavia, o apóstolo relatou que em certa ocasião, num desses terríveis sofrimentos, ele foi ao Céu e ouviu e viu coisas que é impossível descrever com palavras humanas (2 Coríntios 12.1-10). Ele “foi arrebatado até ao terceiro Céu”, e o descreveu como o “paraíso”. De acordo com Paulo, o Céu é o Paraíso dos salvos em Jesus. Ele estava tão convicto da existência do Céu, o lugar dos que amam a Jesus, que disse: “Quero deixar esta vida e estar com Cristo [no Céu], o que é bem melhor” (Filipenses 1.23).

c) João, o apóstolo do Senhor. João foi um dos Doze Apóstolos do Senhor Jesus. Por amar ao Senhor foi preso na ilha de Patmos, pelo imperador Domiciano (98 d.C.). Nesta ilha, Deus revelou a João muitos eventos que ainda ocorrerão. Estas revelações estão escritas no livro de Apocalipse, último livro do Novo Testamento. João descreveu, assim como Paulo, o Céu como “o paraíso de Deus” (Apocalipse 2.7). Diferente de Paulo, que nada pode falar do que viu no Céu, João relatou tudo o que presenciou: o Trono de Deus, toda beleza celestial, e uma multidão de crentes de todas as nações que estavam vestidos de vestes brancas diante de Jesus (Apocalipse 4; 5.9). Portanto, o Céu é um lugar real, preparado para aqueles que amam ao Senhor Jesus.

II. Compreendendo a Verdade
Por meio do testemunho de Jesus, de Paulo e de João aprendemos que o Céu é um lugar real. Agora, compreenderemos seis verdades a respeito do Céu.

1ª Verdade: O Céu foi criado por Deus. A Bíblia tanto afirma que o Céu foi criado por Deus como também que o Céu é habitação do Senhor e dos anjos (Salmos 121.2; 124.8; 139.8). Ao ensinar os discípulos como orar, o Senhor Jesus afirmou que Deus está no Céu: “Pai nosso, que estás nos céus” (Mateus 6.9; 22.30; João 14.1-3). Assim, precisamos esclarecer que a Bíblia descreve três céus: o que está acima de nós, ou a atmosfera da terra (Mateus 6.26), o espaço onde estão os astros (Mateus 24.29) e o “paraíso” ou “terceiro céu” (2 Coríntios 12.2,4), que é a morada de Deus e dos anjos.

2ª Verdade: O Céu é um lugar de bem-aventurança para os crentes (João 14.2,3). O primeiro registro dessa verdade está em Gênesis 5.24. A Bíblia afirma que Enoque, um homem santo do Antigo Testamento, foi levado por Deus para o Céu. Em 2 Reis 2.11 também está escrito que Elias, um profeta de Deus, “subiu ao céu” milagrosamente. Um fato muito conhecido é o do ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus. O Senhor disse-lhe: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). O Céu é também uma demonstração do amor de Deus por você. Deus o ama, por isso criou o Céu para que você viva eternamente com Ele.

3ª Verdade: O Céu é um lugar de alegria e adoração a Deus. De acordo com a Bíblia, no Céu não haverá qualquer tipo de tristeza, doença e morte. Em Apocalipse 21.4 lemos que “Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, pranto, nem clamor, nem dor”. Portanto, o Céu é um lugar de eterna alegria e adoração a Deus (Apocalipse 4.8-11). Hoje nossos corpos são afetados por muitas doenças e fraquezas, e com isto ficamos tristes e desanimados. Todavia no Céu receberemos um corpo especial, incorruptível. Nunca ficaremos doentes, fracos ou tristes porque seremos semelhantes aos anjos do Céu (Lucas 20.35,36).

4ª Verdade: No Céu receberemos um Corpo Perfeito e Imortal. A Bíblia declara que no Céu receberemos da parte de Jesus um novo corpo. Deus transformará o nosso corpo mortal em corpo imortal, incorruptível e glorioso (Filipense 3.21; 1 Coríntios 15.51-53). Nossos corpos jamais se definharão e, assim, estaremos para sempre com o Senhor (Lucas 20.35,36).

5ª Verdade: O Céu é uma Santa e Perfeita Habitação. O Céu é um lugar que Deus preparou para aqueles que se tornaram santos quando aceitam a Jesus como seu único Salvador. O pecador, entretanto, não entrará no Céu, pois a Bíblia diz que não entrará “coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Apocalipse 21.27). Para morar no Céu é necessário que você se arrependa de seus pecados e aceite a Jesus como Salvador pessoal.

6ª Verdade: O Céu é um lugar onde os crentes servirão eternamente a Jesus. Não estaremos ociosos no Céu, muito pelo contrário. Conforme a Bíblia, serviremos a Deus e a Jesus, assim como os anjos servem (Apocalipse 22.3). Hoje servimos a Deus, mas nossa limitação impede-nos de servi-lo de modo mais amplo. Porém, no Céu estaremos revestidos de imortalidade e perfeição para oferecermos a Deus um serviço perfeito. Não desejas ir para este lugar maravilhoso? O que você deve fazer para viver eternamente no Céu?

III. Aplicando a Verdade
Certa vez uma senhora que não acreditava na existência do Céu e nem do inferno perguntou a um pastor: “ -Qual o caminho para o inferno?” O pastor respondeu: “ - Eu não sei. Mas lhe garanto que, se a senhora continuar seguindo o seu próprio caminho facilmente chegará lá”.
A pergunta inversa também é oportuna: “Qual o caminho para o Céu?”. Na Bíblia encontramos resposta para as duas perguntas. Em Mateus 7.13,14 Jesus ensinou a respeito desses dois caminhos. Ele disse: “Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida [Céu], e poucas pessoas encontram esse caminho” (TNLH). A porta estreita e o caminho difícil representam o próprio Jesus. Ele declarou: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo” (João 10.9 TNLH). Noutra ocasião disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim” (João 14.6 TNLH).

Fonte: Pr. Esdras Costa Bentho

INFERNO: MITO OU REALIDADE

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O INFERNO

Você já percebeu que quase tudo (ou tudo) na vida é constituído de opostos: doce e amargo, quente e frio, branco e preto, rico e pobre, bem e mal, bonito e feio, positivo e negativo, justiça e injustiça, homem e mulher, gordo e magro, santidade e pecado. Assim, se existe um Céu também existe um Inferno, mesmo que esta verdade incomode muitas pessoas. Negar a realidade do Inferno não muda o fato de que ele existe.
Nesta artigo estudaremos os ensinos da Bíblia a respeito do Inferno e veremos que o Inferno é tão real quanto o Céu.

I. DESCOBRINDO A VERDADE

1. Opiniões erradas a respeito do Inferno. Muitas pessoas negam a existência do Inferno considerando-o um mito inventado pelos contadores de história da Grécia antiga. Estes são aqueles que não distinguem perfeitamente a ficção da realidade. Outros afirmam que o Inferno é uma invenção da Igreja Medieval para impedir as pessoas de se rebelarem contra o poder eclesiástico. Estes são aqueles que culpam a igreja pelo medo que as pessoas têm do castigo eterno. Há ainda os que pensam que o Inferno é aqui na terra. São os mesmos que acreditam que “o que aqui se faz aqui se paga”. Todavia, nenhuma dessas pessoas tem autoridade para afirmar ou negar a existência do Inferno.

2. Os ensinos da Bíblia acerca do Inferno. De acordo com a Bíblia o Inferno é um lugar real. Não é ficção, muito menos uma forma de dominação sobre as mentes fracas. Pelo contrário, é um lugar de sofrimento eterno para aqueles que não amam a Deus. Creia na Palavra de Deus quando ela afirma que o Inferno existe. Vejamos algumas afirmações a respeito do Inferno.

a) O rei Davi. Davi foi rei, músico, guerreiro, escritor e poeta. No Salmo 9.17 ele afirma que “os ímpios serão lançados no inferno” (ARC). De acordo com Davi, o inferno é um lugar de tormento e julgamento dos homens maus. Ele falou do Inferno nos Salmos 16.10 e 18.5, como um lugar de angústias, aperto e tristeza.

b) O profeta Daniel. Daniel foi um profeta de Israel levado como prisioneiro pelos babilônicos quando ainda era muito jovem. Ele profetizou a respeito da glória e queda de impérios como a Grécia e Roma. No capítulo 12, versículo 2 de seu livro, ele recebeu uma mensagem de um anjo que lhe disse que “Muitos dos que já tiverem morrido viverão de novo: uns terão a vida eterna [no Céu], e outros sofrerão o castigo eterno e a desgraça eterna [no Inferno].

c) Jesus, o Filho de Deus. Ninguém tem mais autoridade para falar do Inferno do que Jesus, o Filho de Deus. Para desespero de algumas pessoas, Jesus confirmou que o Inferno é um lugar real. Ele disse em Mateus 5.29,30: “Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno” (ARC). Ainda em Mateus 10.28 Jesus afirmou: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (ARC). Jesus muito ensinou sobre o inferno em outros textos, segundo Ele o inferno é um lugar de “pranto e ranger de dentes” (Mateus 13.49,50 - ARC), “preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25.41 – ARC), “onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9.43-48 – ARC). Leia  o texto de Lucas 16.19-31.

d) João, o Apóstolo. Ele foi o escritor do livro de Apocalipse. Nesta obra, João descreve o inferno como um lugar de tormento eterno com fogo ardente e enxofre (14.10,11; 19.10; 20.11-15). De acordo com a Bíblia “os covardes, os traidores, os que cometem pecados nojentos, os assassinos, os imorais, os que praticam a feitiçaria, os que adoram ídolos e todos os mentirosos” serão lançados no “lago onde queima o fogo e o enxofre” (21.8 – NTLH). 
Este terrível lugar foi preparado para o Diabo e seus anjos. Porém muitas pessoas rejeitam a Jesus, como único e suficiente Salvador e, como conseqüência, o Filho de Deus também as rejeitará quando chegar o Dia de o Senhor julgar os homens.


II. COMPREENDENDO A VERDADE
Por meio dos Salmos de Davi, da profecia de Daniel, do ensino de Jesus e da revelação dada ao apóstolo João aprendemos que o Inferno existe. Agora, compreenderemos três verdades a respeito do Inferno.

1ª Verdade: O Inferno foi criado para que Satanás e seus demônios recebam o justo castigo pelas suas maldades. O inferno não foi criado para os homens, mas sim para que o Diabo e os demônios recebam a devida punição por suas maldades: “Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25.41 - ARC). Saber que o Inferno não foi criado para a criatura humana é uma verdade confortadora, entretanto, as pessoas que rejeitam ao Senhor Jesus serão condôminos com o Diabo nesse lar infernal. 
2ª Verdade: O Inferno será o último e definitivo lar daqueles que rejeitam a Jesus e praticam a maldade. Em Mateus 13.40-42 Jesus afirmou que: “Assim como o joio é ajuntado e jogado no fogo, assim também será no fim dos tempos. O Filho do Homem mandará os seus anjos, e eles ajuntarão e tirarão do seu Reino todos os que fazem com que os outros pequem e também todos os que praticam o mal. Depois os anjos jogarão essas pessoas na fornalha de fogo, onde vão chorar e ranger os dentes de desespero” (NTLH).


3ª Verdade: O Inferno é uma manifestação da justiça de Deus, que recompensará os justos com o Céu e castigará os maus com o Inferno. A Bíblia afirma que “Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é” (Deuteronômio 32.4 – ARC). Ele é justo em todos os seus caminhos e santo em tudo o que faz (Salmos 145.17). Se em nossa sociedade os maus são justamente punidos ao serem encarcerados para que paguem pelos seus erros, assim também os ímpios serão castigados por Deus ao serem lançados no Inferno. Ainda hoje muitas pessoas que praticam o pecado escapam da justiça dos homens e chegam mesmo a prosperar (Salmos 73.3), entretanto jamais fugirão da justiça de Deus, que retribui a cada um segundo suas obras. Os homens se tornaram tão depravados e malignos que receberão um castigo eterno: o Inferno. A Bíblia diz que se “Deus não deixou escapar os anjos que pecaram, mas os jogou no inferno e os deixou presos com correntes na escuridão, esperando o Dia do Julgamento [...] Ele castigará especialmente os que seguem os seus próprios desejos imorais e desprezam a autoridade dele” (2 Pedro 2.4,10 - NTLH).

4ª Verdade: Jesus Cristo é o único que pode livrar o homem da condenação do Inferno. Aquele que tem poder para lançar o homem no Inferno é o mesmo que tem poder para livrar o homem da condenação do Inferno. Em Lucas 12.5 Jesus afirmou: “Tenham medo de Deus, que, depois de matar o corpo, tem poder para jogar a pessoa no inferno. Sim, repito: tenham medo de Deus” (NTLH Leia mais uma vez o texto de 2 Pedro 2.4-10). Jesus venceu a morte e o Inferno através do poder de sua ressurreição. Em Apocalipse 1.18 o Senhor afirma: “Fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno” (ARC). Ter “as chaves” significa ter “autoridade sobre”. Jesus tem autoridade e poder sobre a morte e o inferno. Em 1 Coríntios 15.55, Paulo, depois de compreender o poder de Cristo sobre a morte, disse: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?”. Portanto, Jesus tem poder e autoridade para livrar o pecador da condenação do Inferno. Ele quer livrar o homem desta condenação eterna. Seja fiel ao Senhor Jesus e serás salvo desta terrível condenação.

III. APLICANDO A VERDADE
A morte e o Inferno são duas realidades presentes no mundo, assim também como a vida e o Céu. Certa vez um cristão foi vitimado por febre tifo e, na manhã de sua partida deste mundo, chamou a esposa e disse: “Querida, preguei muito acerca do céu, tentando descrever a beleza celeste aos homens, porém nunca sonhei com um céu tão belo como este que agora vejo!” Não temas o Inferno, mas tenhas vontade de ir morar no Céu com Cristo. Jesus preparou o Inferno para o Diabo, mas o Céu para aqueles que o amam. Qual das duas opções você deseja? O Céu. Mas para isto é necessário crer em Jesus como Salvador e servi-lo fielmente até o fim.

PENSE
Disse Jesus: “Não tenham medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Eu sou aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre. Tenho autoridade sobre a morte e sobre o mundo dos mortos” (Apocalipse 1.17,18).

Fonte: Pr. Esdras Costa Bentho

Como Interpretar a Bíblia Corretamente

A Bíblia é a Palavra de Deus dada ao homem para ser o absoluto, o supremo, o competente, o infalível e imutável padrão de fé e prática. Cremos firmemente que, embora as tempestades contrárias a fé continuem a levantar-se contra a Palavra de Deus, a confiança do homem humilde nela é justificável e confirmada. A Bíblia é o único Livro que já deu provas de transformação social, moral, e espiritual no mundo. Céticos têm se dobrado ao seu poder convencedor, pagãos têm sido transformados em verdadeiros adoradores do Deus vivo e pessoas das mais diversas partes do mundo e de diferentes camadas sociais têm sido transformadas por sua mensagem.
            Mas uma das principais preocupações que temos no momento é o crescente número de pessoas que surgem, causando confusões, gerando dúvidas e desacreditando o texto Sagrado, por causa da má interpretação das Escrituras. É importante saber que a Bíblica jamais erra, mas os intérpretes sim, podem errar. E isso acontece quando a Palavra de Deus se torna refém de interpretações particulares, equívocos teológicos, heresias e em nosso tempo uma avalanche de especulações, principalmente escatológicas. Qualquer erro ou equívoco quanto a acontecimentos em nossos dias, é de importante valia esclarecer, que, não deve ser colocado a Palavra de Deus sob suspeita, e sim a incoerência das muitas literaturas do gênero, as aventuras apocalípticas de determinados escritores e a falta de visão bíblica de alguns pregadores.
            Ofereçemos ao querido leitor alguns princípios e regras para a boa interpretação da Bíblia Sagrada. Quando a Bíblia é lida e meditada com respeito aos limites e pontos essenciais da leitura sagrada, o resultado é uma fantástica compreensão da Palavra Revelada, cujo maior alvo é a benção na vida de seus leitores. Siga as seguintes orientações:

1º. Ore a Deus antes de ler a Bíblia – Ore pedindo ao Espírito Santo que lhe dê a iluminação do texto que estará lendo. A Bíblia é uma Revelação de Deus, mas Ele propôs uma linguagem compatível à sua criatura. Para isso o homem precisa ter o coração humilde e declarar sua dependência do Todo-Poderoso;
2º. Saiba qual é o significado do texto para o autor – Não se preocupe em saber primeiro qual o significado do texto para você, mas sim para o autor do livro ou da epístola. Nosso maior erro é querer fazer uma aplicação com algo que muitas vezes não trata diretamente com o que vivemos;

3º. Qual o destinatário do texto – Saiba para quem foi escrito o texto (grupos particulares, igrejas da época, povo exclusivo, etc.). É justamente a partir do conhecimento do destinatário que se encontra a raiz da interpretação do texto;

4º. Não leia o texto sem o contexto – Eis a causa dos principais equívocos teológicos e erros de interpretação. Um texto sem considerar o seu contexto, nada mais é que um pretexto. O contexto é a chave para a boa interpretação bíblica;

5º. Conheça o contexto Cultural e Histórico – Diversos relatos bíblicos estão fundamentados no contexto cultural e nos costumes da época. Em muitos casos os textos não podem ser aplicados sem a observação do ambiente histórico do período bíblico;

6º. Procure saber se o texto tem sentido Literal ou Simbólico – Em toda a Bíblia encontramos frases, relatos e até mesmo profecias cuja interpretação é simbólica e não literal. Em outros casos, textos literais são sempre aqueles coerentes com o pensamento limitado do homem. Por isso procure com bastante atenção que tipo de método interpretativo o texto merece;

7º. Faça uma aplicação pessoal que desperte e lhe edifique – Por fim, use o texto para uma boa aplicação pessoal. Faça as seguintes perguntas: Que lição para minha vida posso adquirir por meio desse texto?  O que esse texto me lembra quando olho para o atual momento de minha vida? Que mudanças posso buscar na reflexão do texto que li?
            Desejo que você possa atentar para as orientações aqui apresentadas, e que a leitura bíblica diária te leve ao pleno conhecimento da Palavra de Deus, contribuindo assim para seu crescimento e maturidade espiritual.



Bacharel e Mestrado em Teologia, Pós-graduado em Apologética Cristã e Lato Sensu em Heresiologia. Mestre com especializações em História das Religiões, Apologética e Escatologia, possui os títulos Honoris Causa de Doutor em Divindade pela Faculdade Luther King de Teologia e Filosofia de Franca (SP) e Fatecom. Pós-graduando em Línguas Originais (Grego e Hebraico).

terça-feira, 29 de novembro de 2011

As Deficiências da Teologia Denominacionalizada

“A denominacionalização da teologia e as interpretações bíblicas particularizadas
tornam-se graves incômodos para a Apologética Cristã”.

No decorrer da História da Teologia cristã podemos reconhecer os desafios dos primeiros apologistas, não apenas no combate às ameaças de contaminações da pura doutrina, mas também na busca de preservar os Fundamentos da Verdade, estabelecidos por Cristo e interpretados pelos Apóstolos. Isso foi possível devido a alguns motivos importantes que se tornaram relevantes em cada período da história, entre esses motivos se destacou a universalidade da interpretação bíblica cujo resultado evitou que se tornasse mais grave a visão particularizada das Escrituras Sagradas.
Em seu livro História da Teologia Cristã (Editora Vida), o teólogo e historiador Roger Olson (Professor do George W. Theological Seminary da Baylon Universitary em Waco, Texas) apresenta-nos um dos grandes exemplos para esse fantástico comportamento intelectual dos cristãos do 2º e 3º séculos: O africano Tertuliano de Cartago (150-230 d.C). Convertido aos 40 anos iniciou seu chamado à defesa da fé, usando suas habilidades e conhecimentos jurídicos na exposição da Palavra em combate aos pagãos e hereges. Talvez você logo pergunte: O que de fato descreve Tertuliano como um autêntico promotor da unidade teológica, visto que o mesmo teve simpatia pelo montanismo? Eu lhe asseguro: Sua postura em resposta à heresia de Práxeas que sustentava a existência de um só Senhor, o Todo-Poderoso, levando esse próprio a morrer na cruz, resultando num decreto da crucificação do Pai. A forma como Tertuliano respondeu aos absurdos de Práxeas o tornou o “pai” das doutrinas ortodoxas da Trindade e da Pessoa de Jesus Cristo. Tertuliano se tornou o primeiro teólogo cristão a confrontar e rejeitar as heresias que feriam as verdades acerca das três Pessoas da Trindade, e ao mesmo tempo, direcionou todos os grandes pensadores e futuros teólogos a um assunto que mais tarde seria o “pilar” para a unidade teológica das igrejas cristã em todo o mundo: A identidade eclesial trinitariana.
Mas o que é a Teologia Denominacionalizada? Que contradição tem essa com a história da teologia nas pessoas de Tertuliano, Atanásio, Lutero, Calvino, Zuínglio e outros? Que deficiências e ameaças à fé possui esse novo tipo de teologia?
O que proponho aqui chamar de denominacionalização teológica é tornar visível a espúria visão interpretativa da Bíblia que faz a Teologia refém da esfera denominacional de grupos e seguimentos religiosos, cuja aplicação das Escrituras tende a causar confusões doutrinárias e constantes injeções de costumes e hábitos particulares e pessoais. É a manifestação da “eisegese” na contramão do poder exegético deixado pelos grandes teólogos. A Teologia Denominacionalizada é aquela que impõe o que aparentemente parece princípio bíblico, mas na verdade se trata de um Evangelho superficial e enganoso diante da secularização e das influências do neoteísmo. É a falsa teologia que escraviza o indivíduo, humilha, desvirtua, e tende a laicizar a Verdade, afastando pessoas de Deus.


Como surgiu essa Denominacionalização da Teologia?
São diversos os fatores que contribuíram para isso, mas os principais foram a apatia por parte de nossas Igrejas Históricas na reação em meio às turbulências “evangelicais” nos vários momentos da cristandade, e a negligência do pentecostalismo para com o ensino teológico (no passado) onde vê-se notório sua ênfase as experiências espirituais como prioridade para uma vida consagrada a Deus. Esse último, como erro, resultou no surgimento opaco do neopentecostalismo que cada vez mais se afasta da ortodoxia e do padrão bíblico doutrinário, se tornando de fato “celeiro de hereges”.
Outro fator ressaltado para a Denominacionalização da Teologia é falta de zelo no ensino teológico, que tratado de forma equivocada por grupos sem tradição acadêmica, resulta tragicamente na propagação de conceitos anti-bíblicos e extra-teológicos, simplesmente para poder manter erros denominacionais condenados por Deus, rejeitando a interpretação bíblica fiel cultivada pelos mestres cristãos primitivos. Isso sem falar no liberalismo teológico que esfriou e “matou” igrejas na Europa e em parte dos Estados Unidos, e agora no Brasil, de forma sutil, invade mentes e corações dos incautos.
O fenômeno da teologia denominacionalizada só é perceptível a partir do momento que nos engajamos na insinuante tarefa da Apologética ativa, cuja missão superior é oferecer a resposta racional da fé cristã. A Denominacionalização da Teologia e as interpretações bíblicas particularizadas tornam-se graves incômodos para a Apologética. Isso sempre que colocamos em evidência os quatro postulados da Reforma, Sola Gratia, Solo Christus, Sola Fide e Sola Scriptura – diante da poluição bíblica em massa que nos rodeia. Conseguimos então entender que Deus nos chamou não apenas para uma ampla apresentação e pregação da Verdade cristológica externa, mas para no âmago da esfera cristã manter viva a chama da unidade teológica, herança de reformadores como Lutero, Calvino, Zuínglio e Knox, cuja manifestação expressa exaltou verdades bíblicas que hoje revelam o sustentáculo de nossa fé.
A Teologia não pode ser denominacionalizada! Sendo assim ela destrói a mensagem da cruz, tomando a direção contrária ao IDE de Jesus, como assistimos visivelmente por parte dos milhares pregadores no meio evangélico, que insistem em ministrar aos crentes os sermões pleonásticos na “mesmice” da busca de um poder que não tem efeito missionário.
A Teologia não pode ser denominacionalizada! Pois se assim for ignorará cada vez mais a linha de mensagem que leva o crente ao crescimento e a maturidade espiritual.
A Teologia verdadeira é aquela que liberta o homem pelo Conhecimento da Palavra de Deus, mediante a aliança no sangue de Jesus uma vez derramado, possibilitando vidas à experiências verdadeiras com o Espírito Santo, capacitando-as ao entendimento da Verdade em Cristo. Littera scripta manet!

Bacharel e Mestrado em Teologia, Pós-graduado em Apologética Cristã e Lato Sensu em Heresiologia. Mestre com especializações em História das Religiões, Apologética e Escatologia, possui os títulos Honoris Causa de Doutor em Divindade pela Faculdade Luther King de Teologia e Filosofia de Franca (SP) e Fatecom. Pós-graduando em Línguas Originais (Grego e Hebraico)..


A Angelolatria na Igreja e os conceitos errados

Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro Adora a Deus (Ap.22:8-9).
Existem muitas especulações quanto ao assunto dos anjos. Especulações essas desde a forma acadêmica de ensino por parte alguns, ás constantes confusões doutrinárias dentro das igrejas evangélicas. A pura verdade é que a Bíblia revela as principais questões a respeito dos anjos, mas há pouca atenção teológica para o ensino profundo.  
O Pr. Lúcio Pires (Campina Grande – PB) em excelente artigo, afirma que como em toda doutrina, há uma negligência muito grande também deste assunto nas igrejas e entre os Teólogos, que chega a ser verdadeira rejeição. Considerado pelos estudiosos contemporâneos como a mais notável e difícil das matérias. Marco da implantação de grandes seitas e heresias, do mundo atual.
Os anjos não existem desde a eternidade, eles foram criados por Deus no momento de sua criação ( Ne.9:6 - Sl.148:2; Cl.1:16 ). A bíblia não indica com precisão em que parte foram criados, mas podemos entender que isso deve Ter acontecido imediatamente após Ter criado os céus e antes de Ter criado a terra, segundo podemos ver em Jó 38:4-7, Gn.1:1; 2:1. Não podemos também definir número, mas sabemos que um "exercito" compreende grande quantidade, uma "legião" compreende um número grandioso (Dn.7:10; Mt.26:53; Hb.12:22). Deus certamente criou todos de uma só vez, pois os anjos não tem capacidade de propagar-se como o homem ( Mt.22:30 ).
A palavra portuguesa anjo possui origem no latim  angelus ,  que por sua vez deriva-se do grego angelos . No  idioma  hebraico, temos malak . Seu significado básico é "mensageiro"  (para designar  a idéia de ofício de mensageiro). O grego clássico  emprega o termo angelos para o mensageiro, o embaixador em assuntos humanos, que fala e age no lugar daquele que o enviou.
No  AT, onde o termo malak ocorre 108 vezes,  os  anjos aparecem  como seres celestiais, membros da corte de Yahweh,  que servem e louvam a Ele (Ne 9:6; Jó 1:6), são espíritos ministradores  (1Rs  19:5),  transmitem a vontade de  Deus  (Dn  8:16,17), obedecem a vontade de Deus (Sl 103:20), executam os propósitos de Deus  (Nm  22:22), e celebram os louvores de Deus  (Jó  38:7;  Sl 148:2). São inúmeros os textos do AT que comprovam a  realidade da existência dos anjos. Queremos, no entanto, destacar apenas os que  se seguem: Gn 32:1,2; Jz 6:11ss; 1Rs 19:5;  Jó  1:6; 2:1;  Sl  68:17; 91:11; 104:4; Is 6:2,3;  Nos  textos alistados  anteriormente, vemos os anjos em suas funções  principais  de  servir e louvar a Yahweh, transmitir  as  mensagens  de Deus, obedecer Sua vontade, executar a vontade de Deus, e  também como guerreiros.
            A Bíblia é a melhor literatura no mundo para se estudar acerca dos anjos. Ela é completa, verdadeira. Não existe nenhuma outra literatura que possua tantas informações acerca dos anjos como a Bíblia. Mesmo assim surge ainda um grave problema na igreja: A má interpretação bíblica acerca dos anjos.

Ideias erradas acerca dos anjos
Existem dezenas de idéias erradas acerca dos anjos e muitas destas estão invadindo a Igreja de Cristo. Mencionamos alguns desses erros.

O culto aos anjos nas igrejas
Nos últimos tempos, a música evangélica tem estado excessivamente permeada pelo tema “anjos”. Inclusive uma das músicas evangélicas de maior sucesso, exalta de forma nada ortodoxa a ação dos anjos. Entre outras coisas, a música diz que “quando os anjos passeiam a Igreja se alegra, ela pula, ela grita, ela chora e congrega, enfrenta o inferno e expulsa o mal”. De uma forma discreta, o foco do culto é retirado do Senhor Jesus Cristo (que, aliás, nem é citado) e direcionado aos anjos. Ao invés da ação fortalecedora do Espírito Santo dentro da Igreja, é a classe angélica responsável por uma ação eficaz. Em muitos cultos, os cristãos são exortados a esperar a cura do anjo, a sentir o anjo, a receber a bênção da mão do anjo. Isso são efeitos de um louvor não centralizado em Deus.
Ser teocêntrico e cristocêntrico, tanto na fé quanto na prática cristã, é vital para a sobrevivência e até para o avanço do verdadeiro cristianismo. “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1Co 2.2). O contrário gerou e continua gerando inúmeras seitas e segmentos pseudocristãos. Um desses grupos fala em “brincar de roda com anjos, arcanjos e querubins”, numa referência também nada ortodoxa ao relacionamento dos cristãos com os anjos na eternidade.
Não devemos apagar, esquecer e ocultar o ministério angélico. Mas colocá-lo no centro de nossa adoração é correr sérios riscos.


Crentes mandando em anjos
Os anjos sempre agiram quando os homens clamaram ao Senhor. Deus é chamado de “o Senhor dos Exércitos”. Quando um crente tenta comandar anjos, dando-lhes ordens, ele está querendo tomar o lugar do único Senhor dos Exércitos. O próprio Jesus, como estivesse na condição de homem não glorificado, iria rogar ao Pai para que este enviasse anjos (Mt 26.53). Em nenhum lugar das Escrituras, seja no Antigo ou no Novo Testamento, os homens são exortados a pedir ajuda aos anjos, mas, sim, ao Senhor, mesmo que isto resulte em intervenção angélica. Os anjos só executam as ordens de Deus (Sl 103.19-21). Leias esses versículos e observe como os anjos mandam nos homens: 
Gn.19.15-17 -  E ao amanhecer os anjos apertaram com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade. Ele, porém, demorava-se, e aqueles homens lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher e de suas duas filhas, sendo-lhe o SENHOR misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade. E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças.
At. 12.8 - E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me.
Os anjos aqui estão mandando simplesmente por que estão obedecendo a Deus.


Confiar que basta ser um anjo para ser bom
Muitos que não conhecem a Palavra de Deus não sabem que anjo não é sinônimo de “espírito bom”. A palavra anjo designa uma classe de seres espirituais criados por Deus. Todavia, parte desse grupo foi banida do céu e passou a seguir a Satanás (Ap 12.7), logo, trata-se de anjos malignos que, embora possam passar por anjos de luz (2Co 11.14), só têm por objetivo prejudicar os homens (2Co 12.7).
Portanto, o grande incentivo que as pessoas têm recebido nestes dias atuais para se relacionarem com anjos está lançando muitos que não têm discernimento a um envolvimento com “anjos malignos”.
A Igreja do Senhor Jesus Cristo não deve se deixar envolver pelos modismos dos que estão de fora, mas deve instruí-los sobre o verdadeiro ensino bíblico a respeito dos anjos. Estejamos sempre alertas!
Conclusão:
Não vamos tirar o ministério do Espírito Santo e dá-lo aos anjos. Nem vamos idolatrar os seres que Deus criou para o serviço de suas ordens. Mas vamos entender a Bíblia de forma correta sem especulações ou enganos. Vamos confiar que no momento certo o Senhor sempre enviará os seus anjos ao nosso favor.

Fonte: Alex Belmonte
Bacharel e Mestrado em Teologia, Pós-graduado em Apologética Cristã e Lato Sensu em Heresiologia. Mestre com especializações em História das Religiões, Apologética e Escatologia, possui os títulos Honoris Causa de Doutor em Divindade pela Faculdade Luther King de Teologia e Filosofia de Franca (SP) e Fatecom. Pós-graduando em Línguas Originais (Grego e Hebraico).

A Doutrina da Trindade na História

A Doutrina da Trindade sempre enfrentou dificuldades e, portanto, não é de admirar que a igreja, em seus esforços para formulá-la, tenha sido repetidamente tentada a racionaliza-la e a dar-lhe uma construção que deixava de fazer justiça aos dados da Escritura.

Período da Pré-Reforma

Os judeus do tempo de Jesus davam muita ênfase à unidade de Deus, e esta ênfase foi trazida para dentro da igreja cristã. O resultado foi que alguns eliminaram completamente as distinções pessoais da Divindade, e que outros não fizeram plena justiça à divindade essencial da segunda e da terceira pessoas da Trindade Santa. Tertuliano foi o primeiro a empregar o termo “Trindade” e a formular a doutrina, mas a sua formulação foi deficiente, desde que envolvia uma infundada subordinação do Filho ao Pai. Orígenes foi mais longe nesta direção, ensinando explicitamente que o Filho é subordinado ao Pai quanto à essência, e que o Espírito Santo é subordinado até mesmo ao Filho. Ele desacreditou a divindade essencial destas duas pessoas do Ser Divino e forneceu um ponto de partida aos arianos, que negavam a divindade do Filho e do espírito Santo, apresentando o Filho como a primeira criatura do Pai, e o Espírito Santo como a primeira criatura do Filho. Assim, a consubstancialidade do Filho e do Espírito Santo com o Pai foi sacrificada, com o fim de preservar a unidade; e, segundo esse conceito, as três pessoas da Divindade diferem em grau de dignidade. Os arianos ainda conservaram resquícios da doutrina das três pessoas da Divindade, mas esta foi inteiramente sacrificada pelo monarquianismo, em parte no interesse da unidade de Deus e em parte para manter a divindade do Filho. O monarquianismo dinâmico via em Jesus apenas homem e no espírito Santo uma influencia divina, enquanto que o monarquianismo modalista considerava o Pai, o Filho e o Espírito Santo meramente como três modos de manifestação assumidos sucessivamente pela Divindade. Por outro lado, também houve alguns que a tal ponto perderam de vista a unidade de Deus, que acabaram no triteísmo. Alguns dos monofisistas mais recentes, como João Ascunages e João Philopono, caíram neste erro. Durante a Idade Média, o nominalista Roscelino foi acusado do mesmo erro. A igreja começou a formular a sua doutrina da Trindade no século quarto. O Concílio de Nicéia (325 A.D.) declarou que o Filho é co-essencial com o Pai, enquanto que o Concílio de Constantinopla (381 A.D.) afirmou a divindade do Espírito, embora não com a mesma precisão. Quanto à interrelação dos três, foi oficialmente declarado que o Filho é gerado pelo Pai, e que o Espírito procede do Pai e do Filho. No Oriente, a doutrina da Trindade encontrou a sua proposição mais completa na obra de João de Damasco, e no Ocidente, na grande obra de Agostinho, De Trinitate.
A primeira ainda retém um elemento de subordinação, inteiramente eliminado pela segunda.

Período da Pós-Reforma
 
Depois da Reforma não temos maior desenvolvimento da doutrina da Trindade, mas o que encontramos repetidamente são algumas das errôneas formulações antigas. Os arminianos, Episcópio, Curceleu e Limborgh reavivaram a doutrina da subordinação, outra vez, ao que parece, principalmente para defender a unidade da Trindade. Eles atribuíram ao Pai uma certa preeminência sobre as outras pessoas – em ordem, dignidade e poder. Posição um tanto parecida foi tomada por Samuel Clarke, na Inglaterra, e pelo teólogo luterano Kahnis. Outros seguiram o caminho indicado por Sabélio, ensinando uma espécie de modalismo, como, por exemplo, Emanuel Swedenborg, que sustentava que o eterno Deus-homem fez-se carne no Filho, e agia através do Espírito Santo; Hegel, que fala do Pai como Deus em Si, do Filho como Deus se objetivando, e do Espírito como Deus retornando a Si mesmo; e Schleiermacher, que considera as três pessoas simplesmente como três aspectos de Deus: o Pai é Deus como a subjacente unidade de todas as coisas, o Filho é Deus como passando a uma personalidade consciente no homem, e o Espírito Santo é Deus vivendo ma igreja. Os socinianos da época da reforma seguiam as linhas arianas, mas foram além de Ário, pois para eles Cristo era simples homem e o Espírito Santo apenas um poder ou influencia. Eles foram os precursores dos unitários e também dos teólogos modernistas, que falam de Jesus como um mestre divino e identificam o Espírito Santo com o Deus imanente. Finalmente, também houve alguns que, como consideravam ininteligível a afirmação da doutrina de uma Trindade ontológica, queriam livrar-se dela e se satisfizeram com a doutrina de uma Trindade econômica, uma Trindade como se vê revelada na obra de redenção e na experiência humana. Exemplos de defensores desta idéia são Moses Stuart, W. L. Alexander e W. A. Brown. Durante um considerável período de tempo, declinou o interesse pela doutrina da Trindade, e a discussão teológica centralizou-se mais particularmente na personalidade de Deus. Brunner e Barth chamaram de novo a atenção para a sua importância. Este último a coloca em primeiro plano, discutindo-a em conexão com a doutrina da revelação, e lhe dedica 220 páginas da sua Dogmática. Materialmente, ele deriva da Escritura a doutrina, mas formal e logicamente, acha que ela está envolvida na simples sentença, “Deus fala”. Ele é Revelador (Pai), Revelação (Filho) e Revelatura* (Espírito Santo). Ele se revela, é a Revelação e é também o conteúdo da Revelação. Deus e Sua revelação se identificam. Em Sua revelação Ele continua sendo Deus, absolutamente livre e soberano. Esta idéia de Barth não é uma espécie de sabelianismo, pois ele reconhece três pessoas na Divindade. Além disso, ele não admite nenhuma subordinação. Diz ele: “Assim, ao mesmo Deus que, em unidade incólume, é Revelador, Revelação e Revelatura, também se atribui, em Sua variedade incólume, precisamente este modo tríplice de existência”.

Teologia Sistemática - Louis Berkhof